O SENGE palestra sobre segurança hídrica e adaptação climática às vésperas da COP30

O SENGE palestra sobre segurança hídrica e adaptação climática às vésperas da COP30

31 de Outubro, 2025 Não Por Ascom

Evento no SENGE-PA reforça a importância das políticas públicas e do planejamento para enfrentar os desafios das mudanças climáticas no Pará, no Brasil e no mundo

No último dia 29 de outubro, o auditório do Sindicato dos Engenheiros no Estado do Pará (SENGE-PA) foi palco de uma palestra estratégica sobre “Segurança Hídrica e Desafios”, ministrada pela engenheira sanitarista e de segurança do trabalho Helena Fernandes. O evento, realizado a poucos dias para o início das programações da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), que acontecerá em Belém, destacou a importância do tema em um momento de crescentes crises ambientais.

Com um público formado por engenheiros, gestores públicos, pesquisadores e estudantes, a apresentação de Helena Fernandes trouxe dados importantes e propostas concretas para a adaptação climática, com foco na realidade amazônica e brasileira.

Cenário global e nacional

A palestra iniciou com um panorama histórico das mudanças climáticas, citando secas históricas na Amazônia, enchentes no Sul e ondas de calor em todo o país. “A segurança hídrica está sob pressão. Adaptar-se significa agir: restaurar rios e florestas, fortalecer cidades e proteger as populações mais vulneráveis”, afirmou a engenheira.

Dados do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas) apresentados, mostram que cerca de metade da população mundial já sofre com escassez severa de água em parte do ano. No Brasil, as projeções indicam redução de até 40% na disponibilidade hídrica em regiões como Norte, Nordeste e Centro-Oeste até 2040.

O Pará no centro do debate

Helena Fernandes destacou a importância do estado do Pará na agenda climática, não apenas como anfitrião da COP30, mas como território estratégico para a implementação de políticas de adaptação. “Temos aqui o Plano Estadual para Adaptação à Mudança do Clima e Baixa Emissão de Carbono na Agropecuária (Plano ABC+PA) e a Política Estadual sobre Mudanças Climáticas. Precisamos integrar essas ferramentas com os planos nacionais, explicou.

Ela também citou programas como o AdaptaCidades, pode auxiliar municípios paraenses na elaboração de planos locais de adaptação, com acesso a financiamento e capacitação.

COP 30: oportunidade única

Com a COP30 se aproximando, Helena enfatizou que Belém terá a chance de liderar discussões sobre segurança hídrica, bioeconomia e financiamento climático. “É a hora de transformar planos em projetos financiáveis. Temos fundos internacionais como o GCF (Fundo Verde para o Clima) e nacionais como o Fundo Clima, que podem viabilizar ações concretas”, afirmou.

Capacitação e engajamento

Ao final, foram divulgados cursos e programas de capacitação, como a trilha “Como Elaborar Planos de Adaptação à Mudança do Clima”, com 51 horas de carga horária, voltada para gestores públicos e técnicos. “Precisamos formar pessoas para lidar com os desafios que já estão postos”, concluiu Helena.

Sobre a palestrante

Helena Fernandes é engenheira sanitarista e de segurança do trabalho, com especialização em ESG e Sustentabilidade Empresarial.