SENGE-PA teve presença maciça na COP30 e reforça protagonismo da engenharia amazônica no debate climático global

SENGE-PA teve presença maciça na COP30 e reforça protagonismo da engenharia amazônica no debate climático global

1 de Dezembro, 2025 Não Por Ascom
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Belém do Pará viveu, durante a COP30, um dos momentos mais significativos da história recente da Amazônia — e o Sindicato dos Engenheiros do Estado do Pará (SENGE-PA) esteve presente em todas as frentes, marcando posição, contribuindo tecnicamente e reforçando o papel essencial da engenharia para um futuro sustentável. Entre painéis, podcasts, debates científicos e formulações de políticas públicas, a diretoria do SENGE-PA atuou intensamente em múltiplos espaços do evento, consolidando o protagonismo da categoria diante dos desafios climáticos regionais, nacionais e globais.

Painel nacional sobre ciência amazônica e sustentabilidade.

No dia 12 de novembro de 2025, o SENGE-PA esteve representado pelo diretor Arthemio Scardino Guimarães Jr. no painel “Contribuições da Comunidade Científica e Tecnológica da Amazônia para a Agenda de Ação do Brasil”, realizado no Museu das Amazônias.
O encontro, promovido pela Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República e pelo CDESS, integrou o Mutirão Global liderado pela Presidência da COP30 e reuniu pesquisadores, gestores e lideranças amazônicas.

Arthemio reforçou a importância da centralidade da engenharia paraense na inovação, na sustentabilidade e na implementação das Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) do Brasil.
“A ciência amazônica não é apenas regional — ela é essencial para o futuro energético, ambiental e tecnológico do planeta”, destacou o diretor.

O evento também marcou o lançamento do livro “Encontro da Comunidade Científica e Tecnológica da Amazônia”, reunindo contribuições de mais de 70 instituições e fortalecendo o diálogo entre ciência, tecnologia e saberes tradicionais.

Engenharia como ponte entre conhecimento e transformação.

A participação do SENGE-PA nesse painel reafirmou o papel da engenharia amazônica como elo entre pesquisa científica e soluções concretas para mitigação e adaptação climática. O Sindicato reforçou a necessidade de integrar universidades, centros de pesquisa, governos e setor produtivo, estimulando uma economia verde, inclusiva e baseada na valorização dos povos da Amazônia.

Arthemio Guimarães sintetizou essa visão: “Fortalecer a ciência amazônica é fortalecer o próprio projeto de nação. A engenharia é o elo entre o conhecimento e a transformação social.”

Podcast sobre segurança do trabalho e atualização da NR01

A diretora do SENGE-PA e conselheira do CREA-PA, engenheira sanitarista Helena Fernandes, participou de um podcast na Green Zone, no estande do CREA Pará, ao lado dos engenheiros Matheus Augusto Matos e Huan Tupinambá.

O tema central foi a atualização da NR-01, com destaque para:
• a transição do PPRA para o PGR,
• a inclusão das doenças psicossociais no mapeamento de riscos,
• a importância da comunicação interna e da consciência coletiva nos ambientes de trabalho,
• o papel do acordo tripartite entre MTE, Fundacentro, trabalhadores e empregadores na formulação das normas.

A engenheira também relatou as experiências da Cosanpa nesse processo de adaptação às novas diretrizes da norma.

Painel do SANEAMENTO – Proposta estruturante para o Pará.

No dia 18 de novembro, a diretora Arlene Lopes, engenheira sanitarista do SENGE-PA, apresentou na Green Zone, durante o Painel “Saneamento no Estado do Pará”, uma Proposta de institucionalização de um Programa Estadual de Saneamento Rural, com foco em abastecimento de água, esgotamento sanitário e políticas estruturantes para comunidades rurais e tradicionais.
A proposta foi considerada um marco importante para a formulação de políticas públicas sustentáveis e alinhadas às necessidades reais dos territórios amazônicos.

Presença ativa em debates estratégicos da COP30

Para o diretor do SENGE-PA, o engenheiro Arthur Arrais, a participação da diretoria do Sindicato em múltiplas agendas da COP30 evidencia o compromisso da categoria com a construção de soluções climáticas baseadas em técnica, responsabilidade social e visão de longo prazo.

Segundo Arrais: “A COP30 colocou a Amazônia no centro do debate climático mundial. Era fundamental que a engenharia paraense estivesse presente, contribuindo com análises, propostas e articulações que promovam desenvolvimento sustentável, justiça social e proteção dos ecossistemas.”

A presença do SENGE-PA além de fortalecer redes de cooperação, ampliou o protagonismo da engenharia paraense, posicionou a categoria como agente estratégico na transição energética e na inovação tecnológica, garantiu que a realidade amazônica fosse considerada nas decisões globais sobre clima.

Engenharia amazônica na linha de frente das transformações.

A COP30 mostrou que não há futuro sustentável sem engenharia qualificada, ciência forte e políticas públicas integradas. Na defesa de infraestrutura resiliente, segurança hídrica, transição energética, saneamento, tecnologia de baixo carbono e proteção ambiental, a diretoria do SENGE-PA esteve — e continuará — na linha de frente.

A atuação intensa da equipe no evento reforça o compromisso histórico do Sindicato com o desenvolvimento responsável do Pará, valorização dos profissionais engenheiros e a construção de uma Amazônia mais sustentável, inclusiva e resiliente.

O SENGE-PA saiu da COP30 ainda mais fortalecido — e, sobretudo, reafirmando que a engenharia amazônica é parte indispensável das soluções para o futuro do planeta.