SENGE-PA PARTICIPA DE SESSÃO NA ALEPA E DEBATE IMPACTOS DA ATUAÇÃO DA ÁGUAS DO PARÁ/AGEA NO ABASTECIMENTO DE ÁGUA NO ESTADO

SENGE-PA PARTICIPA DE SESSÃO NA ALEPA E DEBATE IMPACTOS DA ATUAÇÃO DA ÁGUAS DO PARÁ/AGEA NO ABASTECIMENTO DE ÁGUA NO ESTADO

9 de Maio, 2026 Não Por Ascom

O Sindicato dos Engenheiros no Estado do Pará (SENGE-PA) esteve presente na sessão realizada na Assembleia Legislativa do Estado do Pará (ALEPA), promovida pela deputada Lívia Duarte, com o objetivo de discutir a atuação da empresa Águas do Pará/Grupo Aegea, diante dos recorrentes transtornos enfrentados pela população paraense em decorrência das frequentes faltas de água desde que a empresa assumiu os serviços públicos de abastecimento de água e esgotamento sanitário no Pará.

A empresa passou a operar os serviços anteriormente executados pela Companhia de Saneamento do Pará (COSANPA) em 52 municípios, bem como os Sistemas Autônomos de Abastecimento de Água e Esgoto (SAAEs), que eram administrados pelas prefeituras em 74 municípios.

Participaram da mesa de debate a deputada Lívia Duarte, o professor Luiz Alberto Rocha, da Universidade Federal do Pará (UFPA), estudioso do processo de privatização das empresas públicas de saneamento no Brasil, Waldir Nascimento, representante do Sindicato dos Urbanitários do Estado do Pará (STIUPA), Ketrin Palmeiron, do Reconstruir Urbanitários, João Victor da Silva (João do Clima), representante da Ilha de Caratateua, em Belém, além de Rafaela Marinho, vereadora de Terra Alta, e Leila Palheta, presidenta do PSOL. O debate também contou com a presença de representações da população, que relataram os impactos enfrentados diariamente em suas comunidades.

Durante a sessão, foram destacados pronunciamentos contundentes em defesa da reestatização dos serviços, com forte apelo pelo retorno da COSANPA à operação, desde que asseguradas as condições institucionais necessárias para garantir a melhoria contínua da prestação dos serviços à sociedade.

Outro ponto abordado foi a elevação das tarifas cobradas à população, mesmo diante do cenário de falta de água e da piora significativa da qualidade do atendimento. Também foram discutidas cobranças como a tarifa mínima de 10m³ “pela disponibilidade”, aplicada inclusive a imóveis que não possuem ligação ativa à rede pública, com valor aproximado de R$ 50,00.

A sessão também trouxe preocupações sobre a situação financeira do Grupo Aegea, diante de informações divulgadas recentemente pela imprensa a respeito do rebaixamento de seu rating, associado a falhas de governança e ao aumento do endividamento. O alerta é que esse cenário pode resultar em custos maiores para captação de recursos no mercado e, consequentemente, provocar novos aumentos tarifários para os consumidores.

No debate, foi lembrado ainda o histórico vivido pelo Pará no setor elétrico após a privatização da antiga Celpa, em 1998, quando a empresa enfrentou grave crise operacional e financeira, culminando em recuperação judicial e posterior venda simbólica por R$ 1,00, em 2012, para a Equatorial Energia. A preocupação levantada foi se o setor de saneamento poderá vivenciar situação semelhante.

O SENGE-PA reafirma seu compromisso com a defesa dos interesses da sociedade paraense e seguirá acompanhando e cobrando melhorias efetivas na prestação dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário, defendendo transparência, participação popular e responsabilidade social na condução desse processo.